Cuidar da Saúde Mental com Amor e Gratidão nas relaçoes

Como você manifesta seu amor, sua gratidão?

Nosso primeiro contato com o amor é em casa, com nossos cuidadores, com nossa mãe e com nosso pai. É a base para o que desenvolvemos em toda a vida. Será nosso modelo, nossa essência. E não digo aqui que tudo será determinado somente pelo que vivemos na infância, mas sim influenciado. Enquanto adultos temos condições de escolher o que queremos manter do que recebemos de nossa origem e o que queremos mudar.

Na nossa sociedade estamos muito acostumados a falar no amor incondicional de mãe e pai, que o ama por ser quem você é (o que não significa concordar com tudo e nem aceitar tudo). Ou a falar de amor conjugal, amor erótico, que tem seus códigos próprios de identificação.

Mas como são as manifestações de amor diária?

Como o outro sabe que o amo?

Crescemos com o conceito de que basta amar. Quanto pergunto para alguém como você manifesta seu amor para quem está a sua volta e é importante para você, geralmente as pessoas me falam que apenas afirmam para o outro que o ama: “basta falar e pronto”, é o que mais escuto.

O amor é complexo e subjetivo, faz parte da singularidade de cada um. E assim como outros sentimentos sua expressão no mundo depende da cultura em que está inserido, depende de como aprendemos (lembra do inicio do texto, do primeiro contato?) a manifestar o que sentimos para o outro.

Operacionalizar o amor não é tarefa fácil. Há diferenças entre o sentimento de amor e a demonstração de amor.

Vamos tomar como exemplo a relação pais e filhos: a maioria das mães e dos pais, tem certeza do amor que sentem por nossos filhos. Porém, como é manifestado? Os filhos se sentem amados nessa relação?

Essas são as grandes questões…

É importante observarmos que aquilo que, para a mãe e o pai é entendido por amor (amar é dar limites e cuidar) pode ser bem diferente daquilo que a criança entende como amor (amar é brincar junto).

E aí, como resolver essa equação?

Neste caso, sem abrir mão do que amar representa para os pais (dar limites e cuidar), é importante demonstrar o amor pelo contato físico, com palavras carinhosas, brincadeiras e passeios ou fazendo algo de surpresa e que a criança goste muito, como um bilhete carinhoso na lancheira da escola, pois essa é a linguagem que ela entenderá.

O sentimento precisa estar alinhado com a ação, precisa estar alinhado com o que quero comunicar, e também na mesma linguagem do receptor: se amo minha avó e nunca vou visitá-la, ou se quer dou um telefonema como ela saberá que a amo?

Cuidar das nossas relações é cuidar da nossa saúde mental também!

Deixo aqui o convite para uma manifestação de amor e gratidão por dia.

Sua família e as pessoas queridas a sua volta vão agradecer!

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