DOMANDO SUA MENTE

“Nossos esforços de arrastar a mente à força para seu objeto de concentração são como os métodos de um treinador que doma um cavalo selvagem puxando violentamente o cabresto e a embocadura até que o animal se submeta.

Isso funciona de certa maneira, mas o cavalo domado provavelmente ficará taciturno e desconfiado.

Se você fizer algo semelhante na meditação, poderá terminar com uma mente taciturna, desconfiada e triste à espreita da respiração, em vez de uma mente relaxada e confiante que aprecia a experiência de respirar.

Uma abordagem mais amável é evocada de modo maravilhoso num relato de Monty Roberts, um “encantador de cavalos” – alguém que treina animais selvagens ficando em sintonia com a linguagem deles – que domou um potro selvagem nas grandes planícies do meio- oeste americano.

O porto bravo era forte, e se Monty  houvesse usado força teria sido uma batalha impossível.

Em vez disso, Monty o deixou correr e seguiu atrás, em seu próprio cavalo, para onde quer que fosse o potro, numa corrida selvagem que durou mais de um dia.

Finalmente, o potro, reduziu a velocidade e reconheceu a presença dele.

domando a mente

Nesse ponto, Monty parou a perseguição e marchou na direção oposta; então, o animal o seguiu por curiosidade, sem ser forçado.

Em trinta e seis horas, ele conquistou a confiança do potro e depois de algum tempo um cavaleiro montava o seu dorso.

Essa é uma bela analogia para o trabalho com a mente quando ela se comporta como um potro selvagem.

Se você tentar forçá-la a parar, ela vai resistir e espernear, deixando-o exausto com a luta.

Mas se você permitir que  mente vague ela se acalmará por iniciativa própria.

Ela só luta porque você se opõe a ela. Se você for paciente, a mente curiosa com o objeto de concentração, feito o potro quando se voltou para seguir o cavaleiro.”

Este é um trecho do livro Viva bem com a Dor e a Doença que trata neste capítulo sobre a dificuldade para iniciar a prática da meditação.

Para colocar este ensinamento em nossa prática, você precisa ter em mente que a Meditação funciona como um ciclo em sua mente.

Você inicia com a intenção de meditar, focando em sua respiração, e logo os pensamentos começam a surgir e “roubar” a sua atenção da prática.

O que deve-se fazer neste momento é gentilmente observar os pensamentos, sem atuar junto ao assunto que surge e deixá-lo ir como uma nuvem passando a sua frente.

Neste momento deve-se agir como um observador.

Tente não se relacionar com os pensamentos que surgem, somente os observe, e tão logo você perceba esta fuga, retorne a atenção à respiração.

Este é o ciclo.

Meditação não é ausência de pensamento.

O ato de perceber a fuga da prática, a interferência dos pensamentos e perceber que você pode gentilmente efetuar o seu retorno à intenção de meditar – é a prática da meditação!

Quanto mais você exercitar a meditação em si, a consciência amorosa e o não julgamento; mais efetiva será sua experiência, e este ciclo vai tornando-se cada vez mais suave e com intervalos menores de fuga durante o seu tempo de meditação.

Seja paciente, seja compreensivo com o que você consegue realizar neste momento e dome a sua mente.

APRENDA A MEDITAR!

Comentários

Related posts:

Gostou deste post? Compartilhe!