MEDITAÇÃO NO TRATAMENTO DO ESTRESSE E ANSIEDADE

Muito já se fala sobre os benefícios da Meditação.

Estudos científicos cada vez mais comprovam sua eficácia em tratamentos de estresse, depressão, dores crônicas, etc.

Veja abaixo uma reportagem desta semana no caderno de Saúde do UOL, que fala sobre a importância, a eficácia e a entrada da Metodologia de Mindfulness no SUS.

SUS usa meditação para tratar estresse e ansiedade; aprenda técnicas.

A meditação “mindfulness” vem do zen-budismo, mas ganhou espaço na medicina na década de 1970, nos Estados Unidos, pelo professor de medicina Jon Kabat-Zinn, da Escola Médica da Universidade de Massachusetts.

Ao conhecer os benefícios da meditação budista, ele testou a técnica em seus pacientes que sofriam de estresse e dores crônicas. As respostas foram tão positivas que ele fundou uma clínica dentro da universidade. O conceito também se tornou popular na rede de saúde do Reino Unido.

SUS torna meditação laica

No Brasil, o conceito foi trazido pelo físico e budista irlandês Stephen Little na década passada, mas ainda é usado timidamente. Na Unifesp vem sendo aplicado desde 2011 em grupos de 30 pacientes ao mês. A maioria sofre de ansiedade, estresse, dor crônica e depressão.

“Já é possível verificar melhoras a partir da segunda sessão, mas elas ocorrem mais intensamente a partir da quarta ou quinta sessão”, afirma Marcelo Demarzo, coordenador do núcleo Mente Aberta.

O curso é composto de oito sessões, uma sessão por semana com duração de duas horas. Nelas são ensinadas técnicas de atenção na respiração, consciência corporal, caminhadas e movimentos do dia a dia, como lavar louça e preparar alimentos, focados no que está se fazendo.

Para a psicóloga Daniela Sopeski, que estudou a técnica da Inglaterra e hoje faz parte do grupo da Unifesp, o “mindfulness” é “um convite para acordar do modo automático de se comportar”.

“O ‘mindfulness’ é basicamente um treinamento mental cultivado por meio de uma atenção intencional a cada instante, rompendo preconceitos e julgamentos. É um incremento de bem-estar, de redução de estresse, dos sintomas depressivos. Mas é uma prática complementar que não substitui tratamentos nem deve ser feita por quem estiver em crise”, afirma.

Sopeski trouxe o conceito para a rede pública de Porto Alegre (RS) onde viu a técnica ser bem recebida pelos pacientes, embora tivesse que passar por algumas adaptações. “Apesar de vir do budismo, o ‘mindfulness’ chega à saúde com uma roupagem laica para se tornar mais inclusivo. No SUS há uma diversidade de religiões, por isso algumas pessoas usam outros termos que não seja meditação, mas técnicas de aliviar a tensão, de acalmar a mente ou atenção plena”, explica.

 Link da Reportagem completa: http://bit.ly/mindfulnessSUS

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